PCP e sua importância para a saúde da empresa

O PCP tradicionalmente tem sido visto como uma extensão do departamento de produção. Contudo de tão importante que é, não deveria ser vinculado a nenhum outro. Deveria ser sim, uma função de staff diretamente ligado a presidência da empresa ou a diretoria de operações. Isso se deve ao fato que o PCP deve ter autoridade e responsabilidade para tomar decisões difíceis, como por exemplo escolher quem vai ser atrasado, sem ser confrontados com exigências de vendas ou de produção.

PCP e Vendas

O PCP recebe do departamento de vendas, ou deveria receber, informações, tais como previsões de vendas, pedidos firmes, necessidade de reprogramação, prioridades, cancelamentos ou postegarção de pedidos.  Essas informações são fundamentais para que a empresa possa se organizar para atender os pedidos em carteira, bem como os que devem entrar durante o ano.  As Cotas de venda entre mercados também deveriam ser fornecidos para o PCP, caso existam, melhorando ainda mais o planejamento.

Vendas, contudo, deve receber de maneira rápida, de preferênca automática e em forma de self-service, as solicitações de cálculo de data de entrega de novos pedidos ou de alteração de prioridade, data ou quantidade. Se a empresa não conseguir fazer dessa forma, algo muito importante pode ser melhorado, impactando a empresa e a forma de se fazer vendas e tratar seus clientes.

Chamamos mais uima vez a atyenção que esse processo deve ser feito inteiramente dentro dos sistemas, mas que infelizmente os ERPs não conseguem tratar de maneira correta as seqüências, os detalhes de produção. Tratar por fora, em planilhas só levará a baixa performance, ao risco de caos e a problemas sérios.  Portanto, nosso conselho é que uma ferramenta de APS deve ser incorporado ao fluxo.

PCP e Compras

Compras deve alimentar o PCP apenas com as Ordens de Compras abertas.A resposta do PCP deve ser dada por “Requisições de Compras”, i.e., uma indicação de o que, quanto e quanto se deve comprar. Compras deve usar essas informações para comprar junto aos fornecedores, criando as Ordens de Compra. Nada deve ser feito fora do sistema e tudo deve estar alinhando ao plano de produção. Portanto, rodar o MRP apenas com a data do Pedido é terrivemente ruim, levando a excessos de estoque, muitas vezes acompoanhados de faltas pontuiais do que se é necessário.  O MRP que deveria ser um aliado, torna-se apenas em um gerador de lixo. Aqui a receita é ERP+APS+Apontamento.

PCP e Produção

Produção tem o dever de apontar todas as Ordens de Produção, o mais rápido quanto possível, de preferência de forma automática através de contadores, leitores ou automação. Mas também deve receber um plano de produção dentro da capacidade e da política de produção, que não precise ser mudado. Essa plano de produção deve ser passado por sistemas APS, que tem capacidade de cálculo  e de lidar com as informações de produção de maneira correta, parao ERP. A recomendação é ou o APS cria as OPs de produto acabado, ou ele atualiza as datas planejadas das OPs. Como relação ao chão de fábrica o APS deve enviar para o MES ou para outro sistema de apontamento qualquer, a programação/sequenciamento das ordens..

PCP e Materiais

O PCP deve receber do controle de materiais o apontamento de entrada e saída no estoque. As entradas podem ser por produção ou chegada de matéria prima. As saídas se devem também à produção, a sucata e ao faturamento. Isso pode ser feito por sistemas ligados ao ERP ou pelo próprio, assim que a operação for executada.

PCP como elo principal de união dos departamentos

Como já deu para perceber o PCP é a engrenagem principal que faz com que todos os processos da empresa possam funcionar de maneira harmônica. Sem, ele não existe processo, não existe integração entre os departamentos. Portanto, temos que dar ferramentas para ele. Essas ferramentas vão além de ERPs e um monte de planilhas descasadas dos processos. Elas passam obrigatoriamente por ferramentas de apontamento e principalmente por sistemas APS.

 

 

 

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Razões para usar Sistemas SaaS/Cloud

Muito se tem falado sobre sistemas em Nuvem e de SaaS (Software as a Service) . Mas o que é e porque precisamos nos preocupar com isso, será tratado nesse artigo. Primeiro vamos analisar rapidamente as vantagens de uma migração para essa tecnologia, para responder a questão se a empresa também precisa migrar para a nuvem e qual a principal razão para isso. O que se pode ganhar, o que deve mudar e  o que motiva as empresas a aderirem a esta tendência que tem se tornado global. Mas o que tem que ficar claro é  que a principal razão de optar pela mudança é justamente a de aumentar vantagem competitiva da empresa.

Custo Total da Solução

A primeira razão é de ordem financeira. Os custos de um sistema em nuvem são menores.As razões são simples, mas precisamos analisar os itens que compõe o custo, que são:

  • Investimento em aquisição: licenças, servidores, computadores. Na nuvem não há esse investimento.
  • Manutenção do sistema: atualizações, uso de mão de obra interna, troca de hardware e até mesmo o custo de energia elétrica que se gasta para manter o sistema funcionando. No datacenter do sistema em cloud, isso tudo é compartilhado, incluindo hardware e mão de obra.
  • Suporte: É a mão de obra interna que deve se comprometer a entender o sistema, como ele funciona e fazer backups, por exemplo. Na nuvem isso é automático. A manutenção é feita por especialistas e portanto muito mais avançada do que se poderia fazer internamente, a um custo múltiplas vezes menor.

Riscos Minimizados

Os serviços SaaS são muito mais simples de serem implementados e geralmente durante o período de trial ele já deve estar operacional. Estando operacional, as empresas, seus usuários podem testar a solução e se estiver tudo certo, finalmente assinar a manutenção. Mesmo que cometa um erro, ao cliente sempre poderá cancelar a assinatura do serviço. Bem diferente de quem adquire licença de software, onde quem compra fica com o risco todo para ele.

Trial

No caso de solução On Premise, mesmo que exista um trial ela é feita de uma maneira rudimentar, instalando a aplicação, comprometendo o computador de quem usa, tendo problema para instalar e depois que ela está pronta e não serviu, virou apenas lixo dentro do micro e que possivelmente só através de uma formatação tudo voltará como antes. Na versão SaaS, o trial é imediatamente liberada, ganhando, portanto, alguns dias e nenhum aborrecimento. Se não servir, basta não acessar mais o serviço. Tudo rápido, limpo e seguro.

Mas se eu migrar meus servidores para Cloud já e suficiente?

Não necessariamente. Pode ser que esteja apenas mudando de lugar a ineficiência. Um software que necessite de um servidor e que o acesso dele seja feito via Citrix ou Terminal Service, deve estar apenas acrescentando custos. Contudo, um sistema que realmente possibilite compartilhar, escalar de forma automática tanto a capacidade de processamento e memória, esse sim traduz em um bom uso dos recursos computacionais. Portanto a solução não é apenas levar para Cloud, mas sim usar um sistema SaaS.

Atualização de hardware

Computadores tem em média uma vida útil de 3 anos. Uma compra de hardware acaba por envolver inúmeras variáveis, mas geralmente compra-se para atender o pico de demanda. É como fosse necessário comprar um ônibus para viajar de férias e no restante tivessemos que usá-lo para levar as crianças a escola . Isso obviamente não é uma decisão inteligente, pois fora o período de demanda, o sistema ficará ocioso. Em um sistema SaaS em Cloud, o Datacenter dividirá o uso dos recursos com várias outros usuário, e elas farão o pool dos mesmos.

Manutenção e atualização de software

O que acontece na maioria das vezes é que a empresa compra o software, paga as manutenções, nunca atualiza e de repente é obrigada a fazer as pressas pagando a consultoria para migrar de versão, tendo enormes problemas, senão ficará sem suporte.

Isso ocorre, pois normalmente é muito custoso atualizar o software a cada versão e na maioria das empresas é evitada, pois o risco e a necessidade de mão de obra  pode ser muito grande. Em sistema em nuvem, o sistema é continuamente atualizado, seja pata melhorar desempenho, eficiência ou funcionalidade. A diferença é que para o usuário ele terá sempre a última versão em cloud. Por outro lado, na versão on premise, a versão instalada acaba por ser uma versão obsoleta, de alguns anos atrás que tem ciclo de atualização longo e ineficiente.

Mas atenção, o sistema em cloud deve ser um SaaS, ou seja um software como serviço. Pois se não for assim, provalmente os problemas da versão On Premise se manterão.

Por último, se o software on premise que você tem, usa chave de hardware ele vai te impedir de mudar sua TI para cloud. Não invista em nenhum software que tenha essa característica, pois ele só lhe trará problemas.

 

Segurança

Esse é um ponto chave: a segurança. Toda empresa se preocupa com isso e a cloud é o ambiente mais seguro para armazenar seus dados. Ainda que haja backups físicos, eles estão sujeitos aos mesmos problemas, em maior ou menor grau, dependendo da política de guarda de sua empresa. E as normas para guarda da informação geralmente é algo muito complexo para uma empresa de menor porte conseguir manter.

Mas com a computação em nuvem é diferente: suas informações estarão sempre salvos e atualizados (evitando impasses com possíveis versões diferentes de um mesmo arquivo, salvas por usuários distintos), independente de hardwares ou máquinas específicas. Se algum computador quebrar no meio de uma operação importante ou ainda se todo o espaço físico de TI sofrer um problema, você não precisa paralisar as atividades de sua empresa, uma vez que pode acessar os dados normalmente por qualquer outro dispositivo com acesso à web e nem se preocupar com o sigilo e vazamento de informações, já que é possível definir, bloquear e monitorar acessos, podendo inclusive permitir acesso apenas dos dispositivos liberados.

Integração e mobilidade

Com a migração para a cloud,  as informações manipuladas por todo o time não correm mais o risco de ficarem isoladas e desatualizadas. Um usuário da informação poderá ter acesso a ela, sempre e onde quer que seja necessário. Isso aumenta a produtividade das equipes que poderão interagir melhor, sem precisar pedir a informação. Um exemplo é o acesso móvel à nuvem a partir de qualquer local do mundo. Com isso, os membros envolvidos conseguem ganhar muito mais tempo e inclusive responder melhor às demandas de alguns clientes (no caso de uma reunião, por exemplo) e não precisarão esperar que a empresa pense a respeito ou consulte dados para apresentar alguma solução, enviando por e-mail.

Extensões, aplicativos de terceiros e integrações

A disponibilidade do serviço em nuvem, permite que software de terceiros possa ser ligados e beneficiar a aplicação. Um exemplo são ferramentas de BI que estão disponíveis na internet. Elas podem ser ligadas às interfaces do sistema e prover dados. Portanto não é necessário que o o sistema SaaS em si, tenha todos os recursos. Ele pode ser complementado com ferramentas específicas. Logo, é melhor ter um bom BI do que um BI sofrível dentro do sistema.

Referências
http://blog.skyone.solutions/qual-a-principal-razao-para-migrar-para-a-nuvem/

 

 

 

Plano Mestre e sua importância

O Plano Mestre de Produção ou MPS (Master Production Schedule) é um documento que declara o que, quando e quanto a empresa planeja produzir de produto acabado (na maioria das vezes). Possui reflexo no Plano de Vendas, no Plano de Faturamento, Plano de Estoques e também no relacionamento com clientes e fornecedores. Para empresas que produzem de forma repetitiva é a forma mais simples de resolver os conflitos entre a área comercial ou vendas, a produção e compras.

Quais são as informações necessárias?

Suas entradas são as demandas (Ordens de Vendas e/ou Previsão de Vendas), os Estoques e a Capacidade Produtiva. Usando a nomenclatura da teoria das restrições, qualquer capacidade  é chamada de restrição, mas também é conhecida como gargalo.

Quais informações são geradas?

A principal são as Ordens Planejadas de Produção do nível considerado, normalmente no nível de produto acabado. Com base nela, podemos calcular as datas planejadas de vendas e o volume de estoque projetado.

Como posso definir as restrições?

Precisamos ter ideia que o Plano Mestre é um plano gerado em nível macro e restrição é tudo aquilo que impede a empresa de vender ou produzir mais. Portanto, para a Análise de Capacidade não precisa considerar tantos detalhes quanto na programação, mas precisa considerar os principais gargalos e políticas de atendimento. Muitas vezes apenas a etapa final, por exemplo montagem final é tratada juntamente com os recursos que podem se tornar gargalos, como por exemplo linhas de sub-montagem que diversos fluxos convirjam para elas. Dessa forma, dependendo do mix, o fluxo pode se tornar restritivo nesse ponto.

Preciso rodar o Plano Mestre?

Por definição, o MRP deve ter sido nivelado a fim de produzir demandas realistas com base no consumo de material pela fábrica. Logo o Plano Mestre de Produção é sem dúvida a maneira mais eficaz de reduzir o estoque em processo na empresa, além de ajudar a informar as datas de entrega dos pedidos e com a ajuda do MRP, prever o consumo de material e consequentemente a sua necessidade, através de requisições de Compras.

Plano Mestre, MRP e Sequenciamento

Normalmente os ERPs não tem um módulo de sequenciamento ou um Plano Mestre detalhado. Dessa forma é sugerido que seja acrescentado aos sistemas da empresa, um sistema APS – Planejamento Avançado, que possa ter os três módulos, MPS, MRP e Sequenciamento, mesmo que se utilize o MRP do sistema ERP. A ideia é dar ao PCP um sistema que permita simular em qualquer um dos níveis. Além disso, sem o APS ou com APS que não possuam essa capacidade, a tendência é gerar informações sem a devida integridade.

As regras de planejamento são complexas

Depende, mas muitas vezes sim. Ferramentas, regras de negócio, problemas de setup geralmente precisam ser incorporados às regras. Isso tudo, sempre tendo em vista que o objetivo é o de otimizar a rentabilidade, seja pela maximização do faturamento ou pelo melhor grau de atendimento aos pedidos, i.e., minimizando atrasos, ou uma combinação delas

Sua empresa vai bem? Onde o PCP pode ajudar?

Manter a saúde do próprio negócio é garantir uma vida sem sobressaltos e problemas futuros.  Problemas ocorrem, mas se a empresa estiver sobre controle eles náo seráo problemas. controlada, o diagnóstico é feito com antecedência. Nesse cenário, o PCP desempenha papel estratégico no futuro da empresa. Fizemos um check list para ajudar a empresa a identificar onde ela precisa melhorar.

Check List

Os seguintes itens devem ser verificados continuamente:

  • Existe estoque de Matéria-Prima para suprir a produção dentro do período firme;
  • O Material Comprado será suficiente e chegará a tempo de ser usado após o período firme?
  • O Estoque está acima do nível ideal?
  • Tão logo a produção esteja confirmada, o empenho ou a reserva de máquinas e estoque são feitos?
  • As Datas Planejadas das Ordens de Venda estão calculadas e adequadas aos recursos da empresa (estoque e capacidade de produção)? Os clientes estão cientes dessas datas? Essas datas são calculadas com base na carga da empresa e não em um lead time fixo?
  • A Programação de Produção chega correta ao chão de fábrica?
  • A Produção cumpre a sequência informada, dentro do tempo esperado? Existe relatório Planejado x Realizado?
  • As informações geradas pelo PCP são repassadas a Vendas, Compras e Produção na velocidade necessária?
  • Os processos estão realmente sistematizados, sem a necessidade de planilhas e e-mails?
  • Equipes de Setup, Logística, Manutenção e Produção estão preparadas e cientes do que vai ser executado dentro do período firme?
  • O Apontamento da tarefa ocorre de forma simples e tão logo ela termine?
  • Os desvios são rapidamente identificados?

E agora o que fazer

Identifique onde é necessário melhorar,  trace ações de melhoria e não se esqueça que sistemas como ERP, MES e APS deixam o sistema robusto, rápido e seguro, além de garantir a estabilidade e a capacidade da empresa executar melhorias contínuas

Indústria 4.0

O termo “Indústria 4.0” apareceu pela primeira vez na Feira da Indústria Hanover em 2014. O termo se refere a quarta revolução industrial, onde em oposição a revolução anterior, que era baseada em computação e automação, a nova revolução é baseada em novos conceitos, como Cyber-physical systems (CPS),  internet of things (IoT) e Cloud Computing.

Segundo o jornal “O Globo”, a indústria 4.0 é a aposta dos EUA e Europa para recuperar a indústria frente ao avanço da manufatura da China e é baseado no fato que não é possível competir na produção de itens baratos, produzidos em massa. Portanto a estratégia é produzir com volume, itens que muitas vezes podem ser únicos.

Para exemplificar a importância desse tema, os EUA já tinham, até 2014, destinado mais de US$ 600 milhões para criar uma rede nacional que reúne 15 centros de pesquisas e empresas como Dow Chemical, Ford, Intel e Johnson & Johnson. O estudo “O renascimento industrial nos Estados Unidos: quais indústrias?”, feito pelo Boston Consulting Group, indicou que sete setores industriais de ponta poderiam aumentar o PIB do país em US$ 100 bilhões, criaria de dois a três milhões de empregos e reduziria o déficit comercial (excetuando o petróleo) em 35% em cinco anos.

Industry_4.0.png

ChristophRoser. Please credit “Christoph Roser at AllAboutLean.com.

Referências:

https://www.linkedin.com/pulse/smart-factory-40-connecting-efficiency-productivity-arthur-visser

http://oglobo.globo.com/economia/fabrica-40-a-aposta-da-europa-dos-eua-para-recuperar-setor-14299616

http://www.plattform-i40.de/I40/Navigation/DE/Home/home.html

 

 

Planilhas, planilhas e mais planilhas, onde está o processo?

Muitos clientes ou investidores analisam uma empresa através do método “3P”s, i.e., eles fazem um check-list para analisar “Pessoas”, “Produto” e  “Processo” de uma empresa. Uma falha em qualquer um deles, é um risco muito grande para todos envolvidos, seja a própria empresa, as pessoas que trabalham nela ou clientes e investidores.

Um bom “Produto” ou serviço é uma condição sine qua non, que sem ela a empresa não deveria nem existir.

“Pessoas” podem ser contratados, e os que não desempenham corretamente suas atividades devem ser treinados ou dispensados.

Contudo, “Processo” pode parecer mais complexo, mas na verdade ele é baseado na experiência adquirida pela empresa e traduzida na forma de rotina. Portanto tem relação direta com a maturidade da empresa e na capacidade da mesma em guardar em um local seguro. A boa notícia é que sem dúvida nenhuma é o”P” que mais pode ser gerenciado de forma automatizada, por sistemas.

A falta de “Processo” desvaloriza a empresa?

Sim, ela trás perigos que levam os clientes, investidores a considerar que ela corre risco e que irá afetar a qualidade, a lucratividade, o desempenho das pessoas e o relacionamento com clientes. Um “Processo” não auditável pode levá-la a ser descredenciada ou mesmo eliminadas de concorrências ou de solicitações de créditos junto a bancos de fomento, como BNDES. Logo o risco deve ser contabilizado, diminuindo seu valor.

O custo de se manter o “Processo” é caro?

Feito de forma manual, provavelmente é bastante caro, mas de forma automática, seu custo torna-se desprezível em relação ao custo dos pedidos. Uma solução em cloud torna esse custo ainda mais atrativo, além de aumentar a sua segurança. Outra vantagem é que “Processo” automatizado é escalonável, i.e., aumentando a empresa ou as vendas, o “Processo” tende a manter, bem como seu custo. No caso de se execução manual, com o aumento da empresa e do volume de produção, o tempo gasto para planejar e controlar aumenta normalmente de forma exponencial e logo a mão de obra envolvida.

O “Processo” de planejamento de produção é importante?

Se o foco da empresa é produzir, obviamente a produção deve ter seus processos controlados e geridos de forma em que havendo uma situação grave, como uma entrada ou saída de um profissional, a empresa continue a operar como se não houvesse tido a troca. Portanto, no caso de não haver “Processo”, o profissional que saiu, leva o conhecimento da empresa consigo, e nesse período é muito comum que erros sejam cometidos. Logo haverá impacto na empresa e no relacionamento com seus clientes e fornecedores. E deve-se notar que as pessoas só lembrarão dos erros.

O Planejador trabalha na empresa há muito tempo

Antes de mais nada, não é solução, mas de novo um risco. Nada garante que ele ficará para sempre, que o desempenho do profissional é o mesmo todo dia, nem que a tomada de decisão sempre será feita da mesma forma e principalmente com dados corretos. Portanto, mais uma vez, não há garantia de processo de forma segura, estável e que possa sofrer um processo de melhoria contínua. Precisa-se eliminar essa dependência o mais rápido possível.

 Mas o ERP é suficiente?

Cada empresa deve julgar o seu processo interno. Contudo, o que podemos adiantar é que ela deve buscar um índice de 100% das atividades sendo feitas dentro de sistemas, sejam eles, ERP, MES ou APS. Contudo, se precisar que dados sejam controlados fora do sistema, como em planilhas, logicamente é necessário criar o “Processo” e lembre-se que planilha não é sistema.

Segurança da informação

Por fim, se não estiver em sistema, a informação estará guardada de forma insegura, com limitações da própria ferramenta, não estando formalmente acessível pelas pessoas que devem usá-las. Ainda, a tentativa de guardar a informação em múltiplos locais cria um problema a mais, pois existe a chance de usar a informação errada

O que fazer agora

Análise a sua empresa, pense de forma crítica, mapeie seus riscos e busque a solução que garanta o crescimento da sua empresa de forma saudável, econômica e mais importante, sem riscos, através de “Processo”.